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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Guns n' Roses encerra Rock In Rio debaixo de chuva

Lizandra Pronin
Redação TDM


Eram mais de duas e meia da madrugada desta segunda-feira, dia 03, quando Axl Rose, debaixo de uma chuva insistente - que havia começado horas antes, durante o show do System of a Down - iniciou a apresentação que encerraria a última noite da quarta edição do Rock In Rio.

Em decorrência da chuva, a pista esvaziou consideravelmente. Muitos haviam comprado o ingresso para prestigiar o System of a Down e até ficariam para o show do Guns n' Roses caso não estivesse chovendo. Os fãs de Axl, no entanto, se mantiveram firmes e fortes com suas capas e improvisos.


Foto: Marco Terranova/R2

O longo show do Guns N' Roses abriu com "Chinese Democracy", mas o público se deu conta do que estava acontecendo quando, na seqüência, veio a explosiva "Welcome to the Jungle". A platéia, molhada, respondia com animação às canções, mas alguns interlúdios e passagens instrumentais - quando Axl se ausentava do palco - deixaram o público cansado. Essas passagens trouxeram desde o tema da Pantera Cor-de-Rosa até trechos de "Baba O'Riley", do The Who, e "Sunday Bloody Sunday", do U2.

Havia tanta água no palco que assistentes trabalhavam com rodos enquanto a banda tocava. O guitarrista Dj Ashba chegou a escorregar no palco - mas não parou de tocar. Axl passou parte do show com uma capa amarela que, aliada a sua forma rechonchuda, pouco lembrava o moço esguio de outrora. Sua voz, por outro lado, continua a mesma: esganiçada, meio desafinada, marcante e característica.

O repertório contou com "Rocket Queen", "November Rain", "You Could Be Mine", "Nightrain" e "Patience" - essas duas já no final do show. Não faltaram as versões para "Knockin' on Heaven's Door", de Bob Dylan, e "Live and Let Die", de Paul McCartney. Amanhecia na Cidade do Rock quando "Paradise City", com seu indefectível apito, encerrava o show e, junto com ele, mais uma edição do Rock In Rio.

System of a Down: estourando os tímpanos e sacudindo os órgãos internos

Lizandra Pronin
Redação TDM


System of a Down é sinônimo de barulho. É até curioso que uma banda que faz uma música tão pouco comercial, quebrada, de pouca melodia e com tantas passagens bizarras atraia um público tão grande.

Mas a agitação em frente ao Palco Mundo do Rock In Rio quando a banda tocou os primeiros acordes foi a primeira prova de que o barulho feito é dos bons. Junto ao Guns n' Roses, o System of a Down era uma das atrações mais esperadas da noite do domingo, 02, na Cidade do Rock.


Foto: Rogério Resenda/R2

A segunda prova foi o próprio show, o melhor do último dia do festival. Com o decibelímetro marcando 120 Db - munido de um aparelho, nosso editor foi lá na frente do palco para medir - a banda fez um show de estourar os tímpanos e sacudir os órgão internos. Mas não foi só o ar que músicas como "Prison Song", "Chop Suey" e "Aerials" movimentaram. O público pulava e agitava, no ritmo das canções.

Já garoava na Cidade do Rock enquanto o System of a Down sacodia o gramado sintético, mas a chuva só desabou depois do fim do show, para sorte dos fãs. Durante a apresentação, Serj Tankian falou com o público, arriscando algumas palavras em português, e fez um discurso sobre a degradação do meio ambiente. Mas a pista fervia mesmo quando a banda mandava pedradas como "Psycho", "Byob" ou "Toxicity".

Finda a apresentação, os exaustos fãs se deixavam cair no gramado, já molhado. Isso sem contabilizar os inúmeros jovens retirados lá da frente da pista pelos brigadistas. Segundo informações dos responsáveis pela segurança do Rock In Rio, este domingo teve o maior número de pessoas socorridas na boca do palco. Nocauteados pelo cansaço, sede e também pelo System of a Down.

Entrvista com o Slipknot- Rock in Rio

Slipknot- Rock in Rio 2011 Full Concert.